segunda-feira, julho 27, 2015

Mudando o antagonista - Rafael Carneiro Vasques

Por algum tempo meu interesse era em desenvolver histórias de terror. GURPS Horror e Vampiro: a Máscara foram devorador por mim.
Evidentemente, eu não ficava apenas no que o livro propunha e logo narrei uma história em que Deus tinha se voltado contra o mundo. Os jogadores (vampiros de vários clãs) tinham que conseguir manter a sanidade e achar uma forma de "sobreviver" em um mundo caótico em que as regras se convulsionavam.
Quando visitei um amigo, que mudou-se para Presidente Prudente, conheci seu grupo de jogo e um dos jogadores, evangélico, falou-me que sua mãe queimou seu D&D, mas ele não tinha raiva dela, porque foi ordem de Deus.
Quando fui narrar esta história, não tive dúvidas, Lúcifer tinha se voltado contra o mundo e os jogadores precisavam achar formas de conseguir superá-lo.
Depois do jogo, contando para este jogador as mudanças que fiz, ele elogiou-as, dizendo que, para ele, seria muito difícil jogar "contra" Deus.
Inclusive me informou que nunca jogava com magos, apenas com clérigos.
Mudar o antagonista para evitar problemas com os jogadores... Quem nunca?

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